Satatório, um abandono profundo...

Posted by por: catnog | Posted in | Posted on 10/05/2010 02:28:00 da tarde

Projectado pelo arquitecto Cottinelli Telmo, na década de 20 para a CP,
o Sanatório dos Ferroviários, albergou durante mais de 40 anos doentes de tuberculose. 
Passou por diversas mãos, e fechou as suas portas em 1969. 
Após o 25 de Abril, e devido à falta de alojamento, serviu de residência temporária aos retornados e refugiados das antigas colónias, e desde os anos 80, sensivelmente, foi palco para as mais diversas festas.
Um dos projectos para o imóvel seria uma Pousada de Portugal pelo arquitecto Souto Moura.
Qual será o desfecho?


Faz precisamente quatro anos, que fui pela primeira vez ao Sanatório (dos ferroviários), nas Penhas da Saúde/Serra da Estrela.
Regressei a semana passada, onde pude constatar as metamorfoses que surgiram entretanto nesses quatro anos.
As janelas foram todas retiradas, assim como algum gradeamento, algumas pedras, já pouco resta do telhado, os sinais de vandalismo são em maior número e há stencils aqui e ali.
Lembro-me quando era pequena, nos passeios à serra com os meus pais, de passar pelo Sanatório, e de achar que era uma 'casa assombrada', tal era a monstruosidade da construção e a degradação do edifício. Achava estranho como é que um edifício tão grandioso, tão bonito, tinha chegado aquele ponto de degradação, ao abandono. 
Mais tarde, como disse à quatro anos atrás, na companhia da minha avó (a eterna e querida companheira dos meus devaneios) e da Andreia, fui visitar a dita construção e fiquei fascinada!
Já estava a anoitecer, a minha avó esperava no carro, e recordo-me de eu e a Andreia andar-mos por aquelas salas e corredores a medo, mas completamente fascinadas com aquilo que observava-mos. 
(com muita pena não tivemos acesso a todos os pisos)
Tirei fotografias dessa minha primeira expedição e são algumas delas que vos deixo hoje aqui...

Passam as gentes, as marcas ficam!



Repousam serenas na memória dos ventos


Contam a sua história de Vida e de Morte...


Mas também aqui o Tempo Não perdoa...


E do esquecimento faz sua a coroa!


O momento captado, roubado ao tempo, esse permanece...


Tudo o resto, esquece!


Essa é a sua Sorte,


Seu Destino,


Seu Fado.


Ter sido...ter estado!











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